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Para conter a insatisfação dos caminhoneiros afetados pela alta dos combustíveis, o governo Bolsonaro acenou nesta semana com a possibilidade de instituir um auxílio para a categoria que poderia chegar a R$ 1.000. No último dia 17, foi anunciado um reajuste de 5,18% no preço da gasolina 

.A ideia, no entanto, tem obstáculos para ser implementada já que a legislação proíbe a criação de benefícios em ano eleitoral. Em função disso, integrantes do Planalto e da base aliada no Congresso Nacional buscam alternativas.

 O líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (23), após reunião de líderes, que o relatório sobre que define o auxílio financeiro a estados e Distrito Federal para compensar perdas de arrecadação decorrentes da redução das alíquotas do ICMS, pode incluir a criação do “voucher caminhoneiro”.Para o diretor técnico do Dieese, Fausto Augusto Júnior, tanto a iniciativa de redução do ICMS quanto o auxílio a caminhoneiros não resolvem o problema central. 

"O governo Bolsonaro vai buscando caminhos para tentar sua reeleição. São medidas tipicamente eleitorais que de fato não enfrentam o problema de raiz dessa questão. Os combustíveis estão por trás de toda essa discussão, inclusive da inflação alta que vivemos no país, e isso tem por origem essa política de paridade de importação", 

"Como um país que produz boa parte do petróleo que precisa para seu consumo, que consegue fazer o refino da maior parte da gasolina de mais de 70% do diesel fica totalmente condicionado aos preços internacionais por conta de meia dúzia de importadores? É o debate que precisa ser feito e que tem sido refutado", aponta 

.Auxílio a caminhoneiros: ineficiente e custosoFausto Augusto Júnior alerta ainda para a baixa eficácia do auxílio proposto para os caminhoneiros. 

"É ineficiente porque não compensa, nem sabemos o desenho de um programa de um programa desse tipo, mas a maior parte do drama que os caminhoneiros vivem é que o preço dos combustíveis vem consumindo a maior parte dos seus ganhos por meio do frete", explica, destacando que se trata de "um setor que, além de tudo, vive os problemas da crise econômica, e programas desse tipo têm pouco impacto".E a afeta de forma negativa não somente os caminhoneiros como a sociedade em geral, segundo o diretor do Dieese. "Gastam-se muitos recursos e no final das contas não tem efeito na questão do frete, já que quanto mais o preço do combustível sobe, mais caro fica o frete.

 E a média dos produtos fica mais cara no Brasil porque o custo de intermediação sobe.""Na verdade, o governo Bolsonaro busca recuperar um pedaço de uma categoria que de certo modo apoiou sua eleição. 

Estamos lidando com uma questão que tem basicamente a ver com o período eleitoral, não tem nada de estrutural no auxílio aos caminhoneiros.  E não estamos dizendo que o caminhoneiro não tenha que ter algum tipo de política, mas ela deve ser feita de outra forma, por meio de um debate sério sobre o preço do diesel, de subsídios, sobre a tabela de fretes, uma questão que o mercado ignora.

"Ao fim, segundo Fausto Augusto, trata-se de um mecanismo de transferência de renda que beneficia os mais ricos em detrimento dos mais pobres. "

Você está retirando recursos do Estado, fundamentais para o provimento de políticas públicas, simplesmente porque não enfrenta,,,

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