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Presidente do Equador decreta novo estado de sítio em seis regiões durante greve geral

Paralisação teve um morto e mais de 79 presos; Assembleia exige que Executivo abra mesa de diálogo com grevistas

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 PRESIDENTE DO EQUADOR assinou um novo decreto de estado de sítio, na noite de segunda-feira (20), ampliando o controle das Forças Armadas para seis províncias equatorianas: Pichincha, Imbabura, Cotopaxi, Chimborazo, Tungurahua e Pastaza. A capital Quito terá toque de recolher a partir das 22h. A medida impede a realização de reuniões em espaços públicos, prevê o uso progressivo da força pública, mas autoriza "manifestações pacíficas".

 Há oito dias os movimentos indígenas organizam uma greve geral nacional, bloqueando as principais vias de cinco províncias, entre elas Cotopaxi e Chimborazo, que agora estão sob estado de sítio. 

Segundo levantamento de organizações de direitos humanos, 79 pessoas já foram detidas e, na última segunda-feira (20), houve o primeiro falecido, durante confronto com a polícia nacional, em Guayllabamba, norte da capital equatoriana.O ministério do Interior relatou que cinco pessoas caíram de uma ponte durante os atos em Quito, 

um jovem de 22 anos faleceu e outros quatro permanecem internados em estado grave.Lasso emitiu o novo decreto depois que a Assembleia Nacional votou pela revogação do documento anterior, publicado na sexta-feira (17). 

O novo documento retira aspectos consideras inconstitucionais do decreto anterior, como a autorização de prisões extra-judiciais e a proibição de manifestações públicas.

O chefe de Estado afirma que já atendeu parte das reivindicações, aumentando US$ 5 (cerca de R$ 25) no valor do bônus de Desenvolvimento Humano, pago a 1 milhão de famílias vulneráveis; dando um subsídio de 50% no preço dos fertilizantes a pequenos e médios agricultores; perdoando dívidas, concedendo créditos e se comprometendo a não privatizar setores estratégicos do país.Mas Lasso repete que a paralisação tem o objetivo de tirá-lo do poder.

 "Estendemos a mão, chamamos o diálogo, mas eles não querem a paz. Querem instalar o caos, destituir o presidente, mas estou aqui, não vou escapar", publicou o mandatário.

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