Lula cumpre meta fiscal — mas juros consomem enormes recursos do orçamento
O governo federal cumpriu a meta fiscal de 2025, conforme regras do arcabouço fiscal vigente, ao registrar um déficit primário compatível com os limites permitidos — cerca de R$ 13 bilhões, ou 0,1% do PIB, desconsiderando os juros da dívida e algumas despesas excluídas do cálculo oficial. No entanto, o que chama a atenção é o impacto dos juros sobre a dívida pública:R$ 2,1 trilhões foram destinados ao pagamento de juros e amortizações da dívida em 2025, consumindo cerca de 42% de todo o orçamento federal executado no ano, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional.
Por que isso importa?
Essa grande fatia dedicada ao serviço da dívida significa que:Uma parte muito significativa dos recursos públicos vai para o pagamento de juros, em vez de investimentos em saúde, educação, infraestrutura ou programas sociais.
O peso dos juros limita o espaço orçamentário, mesmo com receitas crescendo em termos reais.
Cenário econômico e política de juros
O Brasil ainda opera com uma taxa de juros elevada, em torno de 15% ao ano, para controlar a inflação — uma das maiores no mundo — o que agrava o custo da dívida.Economistas apontam que, se a Selic fosse reduzida para níveis de um dígito, isso poderia aliviar significativamente o serviço da dívida e liberar espaço para investimentos públicos.
Resumo
- Meta fiscal cumprida em 2025, conforme regras fiscais: déficit primário dentro da margem permitida.
- Juros drenaram R$ 2,1 trilhões do orçamento, limitando a capacidade de expansão dos gastos sociais e de investimentos.
- O cenário reforça debates sobre a necessidade de redução da taxa de juros para aliviar o peso do custo da dívida.
Se quiser, posso explicar como isso afeta programas sociais e investimentos públicos no Brasil, ou detalhar como os juros elevam a dívida ao longo do tempo —