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22 Sep

Banco Central como se enxergasse ali um desafeto da sua política econômica. Abertamente, criticou dias atrás o colega que e um cumplice  que preside o Banco, pelo que entendeu ser um erro de postura e projeções os seguidos alertas da autoridade monetária quanto aos riscos fiscais que estavam em curso. 


Guedes reclamou que o BC parece não ter percebido o que chamou de “mudança de eixo” do crescimento do PIB via reformas e marcos legais aprovados pelo Congresso.

 Questionou Campos pelas queixas sobre a situação das contas públicas e por falar constantemente em desajustes. Na prática, o BC não fez nada mais do que refletir as inquietações e temores do mercado com algo que ficou evidente após a sequência de liberalidades nos recursos públicos, com gastos que acabaram por romper o teto fiscal. 

De PEC Kamikaze a benefícios tributários e manipulações de preços dos combustíveis, nada disso estava previsto ou fazia parte de qualquer cartilha ortodoxa de disciplina orçamentária. Guedes tentou colocar panos quentes sobre o comentário aberto, desabonando a preocupação do BC com o superávit, mas tratou também de espetar provocações contra a alta de juros atualmente em prática. Falou ser preciso retornar ao curso, rumo ao juro negativo — esquecendo-se, talvez, que a virada de rota desse instrumento monetário foi causada pelo repique inflacionário e pelo próprio desarranjo de preços.

 O ministro, atualmente, dá claros sinais de estar engajado na campanha eleitoral do presidente por um novo mandato. Essa é a percepção de técnicos próximos a Roberto Campos. A nova bandeira do czar da Economia a poucos dias da decisão nas urnas é a de que a taxa Selic deve desacelerar logo a partir de 2023. O BC diz oficialmente não ter nenhuma perspectiva nesse sentido por enquanto, o que leva a suposição de mais uma promessa populista sem amparo técnico.De acordo com o 

“Posto Ipiranga”, o movimento será possível diante da gradativa redução da carestia. Para ele, movimentos irresponsáveis no plano fiscal, cortejando autoritarismo, ocorrem nas economias vizinhas de governantes com pendores à esquerda. De forma geral, o que chama a atenção entre observadores de Brasília é o sistemático uso de motivações políticas nas falas do ministro.

 Da série de promessas entrou no rol agora a defesa de novos cortes, com subsídios e desonerações no sistema tributário. Se vai cumprir ou não é outra história, mas o aceno está valendo para conquistar apoios que faltam.

 A conta sob rubrica dessas facilidades fiscais já supera a marca de R$ 450 bilhões para 2023. Uma herança pesada que fica para quem tiver de administrar o caixa no futuro governo. Mesmo com a vitória de Bolsonaro, a pessoa pode até não ser Guedes. 

É que o mandatário resolveu anunciar um “desmembramento” amplo na pasta da economia, caso reeleito. Além da recriação do Ministério da Indústria e Comércio e Serviços — cuja indicação, assegura, saíra do empresariado

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