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10 Feb
  1. Bolívia começa a julgar Jeanine Áñez por golpe de estado de 2019

  2. Após ser presidenta interina por 11 meses, ex-mandatária pode ficar presa por 14 anos

  3. O caso do golpe de Estado também leva a júri oral público outros oito militares e policiais que participaram da tomada violenta do poder em outubro de 2019.Áñez está presa de maneira preventiva desde março do ano passado, após o Ministério Público aceitar denúncias sobre um plano de fuga que passaria pelo Brasil. A ex-presidenta é acusada de sedição, conspiração, terorrismo, e pode ter uma pena de até 14 anos de cárcere.Entre os dias 10 e 12 de novembro de 2019, Áñez, que havia sido eleita senadora pelo estado de Benin, autoproclamou-se presidenta do Senado e em seguida presidenta do país. De acordo com a promotoria, o plano teria sido discutido em uma reunião na Universidade Católica Boliviana (UCB) no dia 10, entre a senadora e outros líderes da direita boliviana, como Carlos Mesa, Luis Fernando Camacho, membros da Conferência Episcopal e o alto comando militar, além de corpo diplomático internacional, como o embaixador brasileiro Otavio Henrique Cortes e Leon de la Torre,

  4.  representante da União Europeia.Na mesma data, o então presidente, Evo Morales, e seu vice, Álvaro García Linera, foram impedidos de viajar para Cochabamba em um avião militar e Já no dia 11 de novembro  ,

  5. Áñez chegou a La Paz para se autoproclamar presidenta do Senado e, no dia seguinte, presidenta interina da Bolívia.O Ministério Público da Bolívia reuniu 20 testemunhas e 70 provas sobre os delitos de Áñez.

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