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29 Nov

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Levantamento inédito de O Joio e O Trigo revela como o mercado financeiro está invadindo o agronegócio brasileiro

Com o mercado financeiro cada vez mais envolvido em todas as etapas do agronegócio, o “celeiro do mundo” deu lugar ao “agro é pop” - O Joio e O Trigo

Há quase 100 anos, a ditadura de Getúlio Vargas (1937-1945) adotava o slogan “Brasil, celeiro do mundo”, manifestando pela primeira vez de forma institucional a concepção de que o papel do país no mundo globalizado que estava por vir seria o de produtor e exportador de alimentos.

Faz sentido: o Brasil tem território continental, abundância de água doce e clima favorável para agricultura; além disso, as inovações tecnológicas desde meados do século 20 permitiram saltos antes inimagináveis de produtividade.Essa aspiração geopolítica ainda segue por se realizar, mas o ideal de conquistar a posição estratégica de “celeiro do mundo” nunca desapareceu completamente do imaginário político e popular.

Nas décadas seguintes ao fim da segunda guerra mundial, o Brasil viveu um breve e tumultuado período democrático (1945-1963), uma ditadura civil-militar conservadora (1964-1985), um ciclo de reformas neoliberais (1986-2002), um ciclo de reformas trabalhistas e sociais (2003-2015), e, desde a eleição presidencial de 2018, uma onda populista de ultradireita.

À primeira vista, cada um desses capítulos da história recente do país parece dominado por projetos concorrentes, como se a sociedade se movesse da esquerda à direita em movimentos pendulares.Mas, sob a superfície das disputas políticas imediatas, o agronegócio sempre sustentou e foi sustentado pelo poder institucional, avançando seus planos de negócios sem deter-se pela ideologia da vez.


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