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07 Sep

Endividamento das famílias bate novo recorde e chega a 79%

Assim como no mês anterior, o principal credor dos brasileiros são os cartões de crédito. Correspondem a 85,3% das dívidas em agosto

A TENDENCIA E PIORAR 


Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra novo recorde e inadimplência das famílias brasileias em agosto, passando de 78% para 79%.

 Há um ano, esse percentual era de 72,9%. O porcentual de inadimplentes (pessoas com contas em atraso) passou de 29% para 29,6%.

 Há um ano era de 25,6%, recorde da sondagem iniciada em 2010.

Segundo os coordenadores da pesquisa, os resultados refletem um momento de inflação ainda próxima de dois dígitos e de alta de juros. Além de comprometer o orçamento do povo brasileiro, pode afetar a trajetória de retomada da economia passado o impacto da covid-19.“

Principalmente depois dos dados do último PIB (referentes ao 2.º trimestre), sabemos que o crédito tem sido uma via relevante para dar suporte ao consumo, tanto que o endividamento vem crescendo desde o ano passado”, diz Izis Janote Ferreira, economista da CNC.

 Ela alerta que o alto endividamento pode comprometer a capacidade de consumo, principalmente, no próximo ano

.Segundo Izis, em uma perspectiva de emprego e renda, o aumento do endividamento não seria necessariamente um problema.

 Poderia significar mais consumo, especialmente de bens duráveis, como carros e eletrodomésticos, cujas compras costumam ser parceladas.

 Mas causa preocupação que os números apresentados pela pesquisa se deem em meio a um mercado de trabalho que tem até criado empregos, mas com salários mais baixos. 

Assim, o aumento do endividamento foi uma das formas encontradas pelo trabalhador para tentar cumprir com as despesas correntes.

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