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11 Feb
ESTADOS UNIDOS USA A MENTIRA PARA CRIAR TERROR SOBRE O NARCOTRAFICO QUE NAO EXISTE

Ela também avalia que a designação representa um “outro patamar, um acirramento da guerra às drogas” capitaneada pelos EUA, com adesão da extrema direita brasileira. 

 Alerta que classificar um grupo como terrorista abre portas para estratégias de guerra, citando como exemplo os bombardeios estadunidenses a embarcações suspeitas no Pacífico. “Isso no nosso sistema jurídico é inconcebível”, destacou.

 O que é necessário ter cautela com a classificação de narcoterrorismo. “

É preciso ter cuidado com essas classificações, porque elas servem de pretexto para desrespeito e invasão à soberania dos países”,  destaca a infiltração no Estado, não apenas pela corrupção, mas por um “planejamento que ameaça o Estado brasileiro”, incluindo a participação em eleições e a preparação de membros para ingressar no serviço público via concursos. Ainda defende que, no atual estágio, o combate eficaz passa necessariamente por desmontar a engrenagem financeira dessas organizações.

 “A operação Carbono Oculto evidenciou que o crime organizado hoje é um arranjo econômico.

 Ele se conecta com mercados legais, ilegais e há um movimento de captura das instituições”, explicou.A economista argumenta que focar apenas no policiamento é atacar um fluxo visível, mas ignorar o mecanismo de reprodução. 

“Sem atacar a lavagem, os canais financeiros, o combate ao tráfico fica bastante parcelar. 

A resposta é mais Estado no processo de investigação financeira, inteligência e cooperação internacional”, concluiu.

Esse trecho está bem estruturado e traz argumentos consistentes sobre os riscos da classificação de grupos como “narcoterroristas” e sobre os limites do combate tradicional às drogas

A “guerra às drogas” e os riscos à soberania brasileira

Avaliar que a recente designação de determinados grupos como terroristas representa um novo patamar na chamada “guerra às drogas”, historicamente liderada pelos Estados Unidos e agora com adesão de setores da extrema direita brasileira.

Segundo ela, essa classificação abre caminho para estratégias militares, como bombardeios a embarcações suspeitas, prática já adotada pelos EUA no Pacífico.

“Isso, no nosso sistema jurídico, é inconcebível”,, ao alertar para o risco de militarização do combate ao crime e de flexibilização de garantias legais. defender cautela com o uso do conceito de narcoterrorismo.

Para ele, tais classificações frequentemente funcionam como pretexto para intervenções externas e violações da soberania nacional.“

É preciso cuidado, porque essas categorias servem para justificar desrespeito e invasões”, pondera.

também chama atenção para a forma como o crime organizado tem se infiltrado nas estruturas do Estado, não apenas por meio da corrupção direta, mas através de um planejamento de longo prazo. Esse processo inclui a participação em eleições e a preparação de membros para ingressar no serviço público por meio de concursos

.Para  o enfrentamento efetivo dessas organizações exige ir além do policiamento ostensivo. Segundo ela, operações recentes demonstram que o crime organizado funciona hoje como um verdadeiro arranjo econômico, articulado com mercados legais e ilegais e com forte capacidade de captura institucional.“

A operação Carbono Oculto mostrou que se trata de um sistema financeiro complexo. 

Ele atravessa setores formais e informais da economia”, explica.

A  critica a centralidade do modelo repressivo, que atinge apenas a parte mais visível do problema. 

“Sem combater a lavagem de dinheiro e os canais financeiros, o enfrentamento ao tráfico se torna fragmentado e ineficaz”, avalia.

Nesse sentido, defende o fortalecimento do Estado na investigação financeira, na inteligência e na cooperação internacional como caminho mais consistente para enfrentar o crime organizado.

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