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25 Jan
Governo Lula Nunca antes na história desse país se entregou tanta infraestrutura para o setor privado

Eleito prometendo frear as privatizações e revogar o teto de gastos, o governo Lula adotou na prática um arcabouço fiscal que atualiza a lógica de controle de despesas – mantendo obviamente os limites da chamada “responsabilidade fiscal” que agrada aos banqueiros – e aprofunda a desestatização com as privatizações e concessões. 

O terceiro mandato de Lula registra os maiores índices de privatização da história do Brasil em setores como saneamento, presídios, rodovias, transportes, dentre outros.

 Em Pernambuco, temos os casos da privatização da Compesa, que contou com recursos federais via BNDES, e o que está agora em andamento, que é o do Metrô de Recife, com um investimento de R$ 4 bilhões de reais por parte do governo Lula para modernizar e entregar para a iniciativa privada lucrar.

Entendi o ponto — é uma crítica política direta ao descompasso entre discurso e prática no terceiro governo Lula. 


Eleito com a promessa de frear as privatizações e revogar o teto de gastos, o governo Lula adotou, na prática, um novo arcabouço fiscal que apenas atualiza a lógica do controle de despesas.

 Sob o discurso da “responsabilidade fiscal” — conceito historicamente afinado com os interesses do sistema financeiro —, o Estado segue limitado, enquanto o mercado permanece protegido.Paralelamente, o terceiro mandato de Lula registra os maiores índices de privatização da história recente do país, aprofundando a desestatização por meio de concessões e vendas em setores estratégicos como saneamento, presídios, rodovias e transportes públicos.Em Pernambuco, os exemplos são emblemáticos.

 A privatização da Compesa avançou com apoio direto de recursos federais via BNDES. Agora, o mesmo caminho se repete com o Metrô do Recife: 

após um investimento público de cerca de R$ 4 bilhões para modernização, o sistema será entregue à iniciativa privada, que passará a explorar o serviço e seus lucros. O Estado assume o custo; o mercado, o retorno.


  1. Eleito com o discurso de interromper o ciclo de privatizações iniciado nos governos anteriores, o terceiro mandato de Lula caminha na direção oposta. Na prática, o governo aprofundou a desestatização por meio de concessões, parcerias público-privadas e vendas de ativos estratégicos, consolidando um dos maiores ciclos de privatização da história do país.

  2. Setores essenciais à vida cotidiana da população — como saneamento, transporte público, rodovias e até o sistema prisional — vêm sendo transferidos à iniciativa privada. 

  3. O modelo se repete: o Estado investe, assume riscos, saneia financeiramente os serviços e, em seguida, entrega a operação ao mercado, que passa a explorar serviços públicos com garantia de lucro.

  4. Em Pernambuco, os casos são exemplares. 

  5. A privatização da Compesa avançou com apoio direto do governo federal, inclusive por meio de recursos do BNDES. Mais recentemente, o Metrô do Recife segue o mesmo roteiro: após um investimento público de cerca de R$ 4 bilhões para modernização, o sistema será concedido à iniciativa privada.

  6.  O dinheiro público financia a infraestrutura; o setor privado apropria-se da renda gerada.

  7. Esse processo revela que as privatizações não são um desvio pontual, mas uma opção política consciente, alinhada à lógica de mercado e aos interesses do capital financeiro.

  8.  Longe de representar uma ruptura com o projeto neoliberal, o atual governo o atualiza e o administra — com verniz social, mas com resultados concretos favoráveis à acumulação privada.

  9. O que vemos é a continuidade — e aprofundamento — do projeto de desestatização, agora reembalado como “concessão”, “parceria” ou “modernização”.

  10. Serviços públicos essenciais estão sendo entregues ao mercado em série: saneamento, transportes, rodovias e até presídios. 

  11. O roteiro é conhecido e perverso: o Estado investe pesado, assume os riscos, injeta recursos públicos e, quando o serviço se torna viável e lucrativo, transfere a operação para a iniciativa privada. Socializa-se o custo; privatiza-se o lucro.

  12. Em Pernambuco, isso fica escancarado. 

  13. A privatização da Compesa avançou com o apoio direto do governo federal e financiamento do BNDES. 

  14. Agora, o mesmo modelo se repete com o Metrô do Recife: cerca de R$ 4 bilhões em dinheiro público para modernizar o sistema, preparando-o para ser entregue a grupos privados que passarão a lucrar com um serviço que deveria ser direito social, não mercadoria.

  15. Não se trata de contradição pontual ou erro de percurso. Trata-se de uma escolha política consciente, alinhada aos interesses do capital financeiro e das grandes empresas. 

  16. O governo administra o neoliberalismo em vez de enfrentá-lo. Mantém o discurso social, mas entrega a estrutura do Estado ao mercado.

  17. Enquanto isso, a população paga mais caro, perde controle sobre serviços essenciais e vê o patrimônio público ser desmontado — tudo em nome de uma suposta eficiência que nunca chega para quem depende desses serviços no dia a dia.



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