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09 Apr
Israel realiza um massacre no Líbano e mata pelo menos 254 pessoas após o "cessar-fogo"
  1. Os relatos confirmam que, em 8 de abril de 2026, Israel lançou uma grande onda de ataques aéreos em todo o Líbano, resultando na morte de pelo menos 254 pessoas e ferindo outras 1.165.

  2. Esses ataques ocorreram poucas horas após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre os Estados Unidos e o Irã.

     Detalhes do Ataque

    As forças israelenses descreveram a operação como um "ataque surpresa", o maior ataque coordenado desde a retomada das hostilidades em 2 de março de 2026. Segundo os relatos, os ataques atingiram mais de 100 alvos, incluindo, segundo Israel, centros de comando do Hezbollah e infraestrutura militar.

  3. Os ataques não se limitaram ao sul do Líbano; atingiram várias regiões do país, incluindo áreas residenciais e comerciais densamente povoadas no centro de Beirute, no Vale do Bekaa e em Sidon. 

  4. A Defesa Civil e o Ministério da Saúde do Líbano confirmaram o alto número de vítimas e relataram que as ambulâncias tinham dificuldade para transportar os mortos e feridos para hospitais lotados.

    ⚖️ A Disputa sobre a "Cessação das Hostilidades"

    A confusão central decorre de uma discordância fundamental sobre o que o acordo de cessar-fogo cobria:

    • Posição do Irã: O Paquistão, que mediou a trégua, afirmou que o acordo incluía o Líbano. O Ministro das Relações Exteriores do Irã alertou que os EUA precisam "escolher — cessar-fogo ou guerra contínua por meio de Israel", e o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) ameaçou com uma resposta "digna de arrependimento" se os ataques não parassem.

    • Posição dos EUA e de Israel: Tanto Israel quanto os Estados Unidos afirmaram que o Líbano não fazia parte do acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã.

    •  O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que a trégua excluía o Líbano e que as operações contra o Hezbollah continuariam. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, admitiu um "mal-entendido legítimo", afirmando que os EUA nunca prometeram incluir o Líbano.

  5.  Reações e Retaliação

    Em retaliação aos ataques e ao que chamou de repetidas "violações do cessar-fogo", o Hezbollah lançou foguetes contra assentamentos israelenses no norte (Kiryat Shmona e Manara) e reivindicou um ataque com drone contra forças israelenses no sul do Líbano.

  6. O ataque gerou ampla condenação internacional:

    • Nações Unidas: A Coordenadora Especial da ONU para o Líbano "condenou veementemente" os ataques, afirmando que a violência "não pode continuar".

    • Líderes europeus: França, Espanha e uma coalizão de nove nações europeias condenaram os ataques, alertando que eles ameaçavam o cessar-fogo e instaram que a trégua fosse estendida ao Líbano.

    • Potências regionais: A Turquia criticou a intensificação dos ataques, enquanto o Líbano declarou luto nacional e classificou o ataque como um "crime de guerra em toda a regra".


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