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11 Dec
  1. Melhor momento da democracia na América do Sul foi sob governos socialistas", diz Lula em Buenos Aires

O Brasil está amarrado pelo sistema financeiro qie tem como uma ideologia a de transformar a acumulação de riqueza um paraíso fiscal muitas das coisas não serão e não foram feita lá atrás no Governo de Lula e Dilma e precisamos entender até que ponto isso serve de experiência esse idolatrismo  que não trouxe estabilidade financeira a ninguém e principalmente uma independência financeira para todos 

  1. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que progressistas, socialistas e humanistas foram os responsáveis pelo melhor momento da Democracia na América Latina, quando os governos priorizavam a integração regional por cima do vínculo com os Estados Unidos.

    "Os companheiros progressistas, socialistas e humanistas fizeram parte do melhor momento de Democracia da nossa pátria grande, a nossa querida América Latina", afirmou Lula durante em discurso na Praça de Maio na noite desta sexta-feira (10) diante de uma multidão.


    "Posso afirmar a todos aqui presentes que a nossa América do Sul viveu o melhor período de 2000 a 2012, quando nós governamos todos os países da América do Sul", garantiu Lula, citando exemplos de prioridade na integração regional.

    "Foi quando expulsamos a ALCA e firmamos o Mercosul, quando criamos a Unasul, a Celac, que era uma instituição multilateral, a primeira na que participava Cuba e não participava nem os Estados Unidos nem o Canadá", apontou.

    A Área de livre comércio das Américas, um projeto dos Estados Unidos para estabelecer uma zona do Alasca à Terra do Fogo, foi rejeitada em 2005, quando o Brasil de Lula, a Argentina de Néstor Kirchner e a Venezuela de Hugo Chávez decidiram priorizar o comércio sul-sul e viram na iniciativa norte-americana um projeto de desindustrialização da região.

    A criação da União de nações sul-americanas (Unasul) e da Comunidade de Estados latino-americanos e caribenhos (Celac) visaram a integração regional, sendo a segunda um espaço que inclui Cuba e exclui Estados Unidos e Canadá para rivalizar com a Organização dos Estados americanos, órgão que a esquerda latino-americana considera dominado pelos interesses norte-americanos.

    Lula citou vários ex-presidentes "com os quais teve a felicidade de governar" no período do auge da região. A lista inclui o casal argentino Néstor e Cristina Kirchner, o boliviano Evo Morales, os uruguaios Tabaré Vázquez e José 'Pepe' Mujica, o paraguaio Fernando Lugo, os chilenos Michelle Bachelet e Ricardo Lagos, o equatoriano Rafael Correa e o venezuelano Hugo Chávez.

    Nova onda de esquerda na América do Sul

    Em entrevista ao canal argentino IP Notícias, Lula disse desejar que, a partir de 2022, a América do Sul experimente uma nova onda de governos progressistas, a exemplo do recente período marcado por presidentes de esquerda.

    "Espero que venha uma segunda onda de governos progressistas porque o melhor momento econômico, político e social da América do Sul foi quando os países estavam governados por presidentes progressistas, preocupados com uma forte inclusão social das pessoas mais pobres", disse Lula.

    A eleição de Lula em dezembro de 2002 marcou o começo de uma inédita sucessão de governos de esquerda na região. Depois de Lula, vieram o argentino Néstor Kirchner (2003), o uruguaio Tabaré Vázquez (2005), o boliviano Evo Morales (2006), o equatoriano Rafael Correa (2007), o paraguaio Fernando Lugo (2008), entre outros.

    O auge eleitoral da esquerda ficou associado ao "boom" das commodities que permitiram a maior bonança econômica na região desde a Segunda Guerra Mundial. Com o fim dos altos preços e com o desgaste de reeleições, algumas vezes por tempo indefinido, a região viveu uma onda à direita a partir de 2015, com a chegada ao poder do argentino Mauricio Macri.

    Desde então, com exceção do argentino Alberto Fernández em 2019,, todas as eleições tiveram vitória da direita, tendência que Lula pretende romper se confirmar a sua candidatura às eleições brasileiras de outubro de 2022, reinaugurando uma nova onda, 20 anos depois.

    Próximo presidente do Brasil

    Em Buenos Aires, Lula tem sido tratado como o próximo presidente do Brasil pelas lideranças sociais e políticas da Argentina.

    "Apresento-lhes o meu querido companheiro Lula que vai ser o presidente do Brasil", anunciou o ex-presidente do Uruguai, José 'Pepe' Mujica (2010-2015), ao passar a palavra a Lula no discurso na Praça de Maio.

    "Eu sei que Deus nos escutará para que Lula volte a ser presidente do Brasil", clamou a atual vice-presidente da Argentina e ex-presidente (2007-2015), Cristina Kirchner.


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