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25 Oct

 Auxílio para libertar e não para manter o povo no cabresto

Auxílio Brasil não vai ser pago com a taxação das grandes fortunas, mas pelos impostos pagos pelos trabalhadores

  1. O presidente prometeu o mudar o bolsa familia e ser auxilio Brasil O mercado enlouqueceu, pois o teto dos gastos vai furar. Na realidade o buraco está mais em baixo. Não está no telhado, mas nos fundamentos dessa economia sem compaixão. Deus queira que esta torre que só dá acesso a uns privilegiados possa ruir para construir no lugar dela uma casa onde tem lugar para todo mundo. O povo acompanha com certa trepidação com a esperança que vai melhorar. Pura ilusão. O que vai acontecer é a mesma coisa que se passava na fazenda do Zé. Nessa economia de exploração essa miséria de auxílio nunca vai gerar proteção. Além do mais, o povo vai ter que gastar num mercado cujos preços são estabelecidos pelos patrões. Com essa inflação às alturas, os preços não vão assegurar a compra da mistura. R$ 400 parecem um bom aumento, mas quando chegarem no bolso do povo vão valer tanto quanto os R$ 150 atuais que garantem pouco mais do pão com ovo.


    O regime de exploração é sempre o mesmo. Veste o casaco da benfeitoria, mas só promove malfeitoria. Transferir renda para os mais pobres é urgente, mas não é dar esmola. É garantir trabalho em condições humanas, salários justos, aposentadorias dignas e benefícios adequados conforme reza a Constituição. O que estamos vendo nestes dias é a perpetuação da cultura da escravidão, a mesma que humilhou seu Zé na fazenda do patrão.

    O auxílio Brasil não vai ser pago com a taxação das grandes fortunas, mas pelos impostos pagos pelos trabalhadores e as trabalhadoras. Quem ajuda na partilha não são os marajás, mas a classe média e os próprios pobres. O assalariado trabalha duro, ganha mal e paga imposto sobre tudo, até sobre itens essenciais para sua sobrevivência. Além do mais deve endividar-se para comprar aquilo que ele mesmo produziu. É o fim da picada.


    O dinheiro do auxílio Brasil, também, não vai ser tirado dos gastos exorbitantes da manutenção da máquina pública, dos salários escandalosos e dos penduricalhos, mas da verba destinada ao pagamento dos precatórios, isto é, do dinheiro público separado para pagar as pessoas que ganharam na justiça o direito a serem ressarcidas pelo Estado. Portanto, na fonte do auxílio há um calote.


    Portanto, não venham com conversa fiada. O aumento do auxílio prometido à população não nasce do coração, mas do interesse pela reeleição. Não vem da compaixão pelo desespero dos pobres que não tem o que comer, mas do desespero de perder a eleição. Seu Zé estava preso na Fazenda no regime de escravidão, o povo hoje arrisca de ficar amarrado para sempre ao regime de opressão em nome da sobrevivência. Em tudo isso, não sinto o cheiro de solidariedade, mas o fedor de voto de cabresto. que nao avanca ao um povo que clama por  esperanca

Robert

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