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08 Sep

Embora seja lembrada por sua "educação" e "gentileza", a Elizabeth II fez parte de um "jogo político" para que os olhos não se voltassem para as colônias do Reino Unido. .A mais longeva monarca britânica faleceu aos 96 anos nesta quinta-feira (8). De acordo com o Palácio de Buckingham, a rainha Elizabeth II "morreu em paz". 

O príncipe Charles, de 73 anos, é o próximo herdeiro do trono e deve ser coroado em breve.Elizabeth II assumiu o posto de rainha em 1953, em um momento em que o mundo registrava a consolidação dos Estados Unidos como principal potência mundial, mas em que os britânicos ainda desfrutavam de uma longa coleção de colônias. 

Quando de sua coroação, a lista de colônias britânicas tinha países como Uganda, Quênia, Kuwait, Nigéria e Bahamas.Ainda assim, a família costumava, e costuma, ser lembrada por seu "mundo mágico" de casamentos e batizados amplamente divulgados e festejados."

A monarquia acabou tendo esse tipo de representação, de um imaginário, e a figura da rainha, acho que era uma ideia de dissimular todas as associações do império britânico.

 Então por exemplo a guerra com Egito, não foi guerra. Invadiram o Egito. Inglaterra, França e Israel, na guerra do Suez em 1957 [invadiram o Egito]", destaca Nasser. 

"Mas isso tudo ficava com o primeiro-ministro, a rainha paira sobre o bem e o mal. Então se é uma função política que ela tem nesse momento do colonialismo é justamente não olhar para o colonialismo".
A Estátua de Emancipação em Barbados, antiga colônia britânica.

 Em 2021, o país da América Central retirou o título de chefe de Estado da rainha Elizabeth II  também destaca que as práticas coloniais britânicas na virada do século 19 para o 20 foram precursoras ao que os nazistas fizeram na construção da morte em escala industrial na ditadura de Adolf Hitler.

 "A Inglaterra fez genocídio, teve campo de concentração, a escravidão nas colônias serviu como acumulação primitiva para desenvolver o capitalismo, mas se olha para quem? Para a Rainha, para as liberdades constitucionais na Inglaterra, que a Inglaterra não é monarquia absoluta, que a Inglaterra lutou contra o nazismo.

 Aliás, veja a apologia que se faz recentemente ao [Winston] Churchill, vários filmes", destaca o professor da PUC-SP.Esse "jogo de cumplicidade" e ocultamento feito com a família real deverá ser repetir agora,  para tentar esconder a crise inflacionária que o Reino Unido vive.

 A inflação no Reino Unido atingiu a maior marca em 40 anos em julho e a recém-empossada nova primeira-ministra, Liz Truss, assume o cargo acossada pelo aumento do custo de vida.

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