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09 Feb
O ORÇAMENTO DE 2026 NO BRASIL OS CORTES SOCIAIS E DINHEIRO PRA EMENDA PARLAMENTAR E BANQUEIRO
Aqui está um resumo claro e explicado sobre o Orçamento de 2026 no Brasil, os cortes sociais, a questão do chamado “bolsa banqueiro” e as emendas parlamentares— com base nas notícias e informações mais recentes:

O Congresso Nacional aprovou, às vésperas do recesso de fim de ano, o Orçamento Geral da União para 2026. Sob a relatoria do deputado Isnaldo Bulhões (MDB), o texto prevê um superávit fiscal de R$ 34,5 bilhões e destina a cifra recorde de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares, recursos que os deputados e senadores indicam livremente e que, em sua maioria, devem ser pagos obrigatoriamente pelo governo.

 Para garantir esse montante, foram realizados cortes expressivos em áreas sociais, incluindo Previdência, educação, trabalho e assistência. O que aconteceu com o orçamento 

 1. Aprovado pelo Congresso Nacional

O Orçamento da União para 2026 foi aprovado pelo Congresso, prevendo um superávit fiscal de cerca de R$ 34,5 bilhões— ou seja, receitas maiores do que despesas antes de pagar juros da dívida.


 Cortes em programas sociais

Para equilibrar as contas e cumprir metas fiscais, o relatório do orçamento incluiu cortes em algumas áreas sociais, como:
  • Redução de recursos para previdência social.

  • Diminuição de verbas de programas como Pé-de-Meia (bolsa para estudantes) e Auxílio Gás.

  • Reduções previstas também em seguro-desemprego, abono salarial e bolsas de estudo.

Esses cortes afetam diretamente serviços e benefícios que atendem milhões de trabalhadores e famílias.


 Emendas parlamentares — R$ 61 bilhões

Uma das partes mais discutidas do Orçamento é a destinação de cerca de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares— recursos que deputados e senadores podem indicar para projetos, obras e programas nos seus estados e municípios. 👉 Desses:
  • R$ 49,9 bilhões são emendas impositivas (o governo é obrigado a pagar).

  • O restante vai para emendas de comissão ou vinculadas a ministérios.

Esse valor é considerado grande e tem aumentado a cada ano, sendo usado muitas vezes como mecanismo de negociação política e barganha em ano eleitoral.


 O que significa “bolsa banqueiro”?

Essa expressão é usada em reportagens e análises críticas à peça orçamentária para dizer que:✔️ 

O governo e o Congresso mantêm o compromisso de cumprir metas fiscais e superávit,
✔️ O pagamento de juros da dívida pública continua sendo uma prioridade do orçamento (uma grande parte dos gastos),
✔️ Isso garante que bancos, fundos e instituições financeiras sigam recebendo juros e amortizações da dívida pública, antes de investimentos em serviços sociais.

 Em outras palavras:
O dinheiro que poderia ir para serviços públicos (educação, saúde, proteção social) muitas vezes acaba sendo usado primeiro para honrar a dívida pública, beneficiando o setor financeiro.


 Emendas e política

As emendas parlamentares funcionam também como uma “moeda de troca”em ano eleitoral:
  • Parlamentares pressionam por recursos para suas bases em troca de apoio político.

  • O valor das emendas pode ser maior do que várias rubricas de políticas sociais e programas públicos.

Isso alimenta debates sobre prioridades de gasto público — mais investimento em políticas sociais ou mais espaço para indicações dos representantes.


 Conclusão – por que o debate é tão intenso

 O Orçamento de 2026 confronta três grandes tendências:
  1. Cumprir metas fiscais e superávit, o que restringe gastos públicos.

  2. Priorizar pagamento de dívida e juros, o que garante recursos ao setor financeiro.

  3. Destinar volumes significativos ao controle dos parlamentares (emendas), especialmente em ano eleitoral — o que pode reduzir o espaço para políticas sociais regulares.

O resultado é um cenário em que há pressão por cortes ou congelamentos em programas sociais, enquanto outros recursos (emendas e juros da dívida) seguem altos.


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