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07 Jun

O que está em jogo para os EUA e a América Latina com a Cúpula das Américas?

Entre boicotes e tensões políticas, evento acontece nesta semana em Los Angeles, Estados Unidos


  1. Cúpula da Américas acontece nesta semana na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Los Angeles, Estados Unidos, com uma série de polêmicas sobre os participantes.  

  2. Apesar das pressões de distintos países, a Casa Branca decidiu banir a presença de representantes de Cuba, Venezuela e Nicarágua. Em protesto, o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, decidiu não comparecer ao evento.  

  3. O presidente boliviano Luis Arce também disse que não irá participar do encontro, assim como os chefes de Estado e de governo das 14 nações que compõem a Comunidade dos Estados Caribenhos (Caricom)."Não pode haver uma cúpula das Américas sem a participação de todos os países do continente americano ou até pode haver, mas consideramos que isso representa seguir com a velha política de intervencionismo, e falta de respeito às nações e aos seus povos", López Obrador.

  4.  O chefe de Estado argentino, Alberto Fernández, teceu críticas sobre as exclusões, mas decidiu ir a Los Angeles e disse que levaria a voz da Comunidade do Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) — organismo atualmente dirigido pela Argentina — para o espaço. 

  5. Quando foi fundada, em 2010, a Celac se propunha ser um organismo alternativo à OEA. Meios de comunicação argentinos resenham que a decisão de Fernández teria sido um acordo com Obrador e outros governantes dos países excluídos da Cúpula para representar as vozes destoantes no evento.

  6. "Os temas que Alberto Fernández pode discutir talvez são investimentos, porque a Argentina necessita a entrada de dólares. O que se espera é que ele faça um discurso duro cobrando uma postura não intervencionista dos EUA na região, como prometeu aos países que foram excluídos", 

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