whatsapp
27 Oct

  • Copom eleva Selic para 7,75%; entenda por que o Banco Central (BC) decidiu nesta quarta (27), em Brasília, na sétima reunião do ano, elevar , a Selic, em 1.5 ponto percentual, atingindo o patamar de 7,75% ao ano. C subiu os juros

  • Foi o sexto aumento consecutivo dos juros – em setembro e em agosto a alta foi de 1 p.p e, nas três decisões anteriores, o BC subiu a taxa em 0,75 ponto porcentual. O comitê diz que um aumento da mesma magnitude está previsto para a próxima reunião, em dezembro: “O Copom antevê outro ajuste de 1,50 pp na próxima reunião, para 9,25%.” A taxa chegou assim ao nível mais alto desde outubro de 2017, quando estava em 8,25% ao ano.

  • Esse foi o maior aperto monetário em quase 20 anos. A última vez em que o Copom tinha elevado a Selic em mais de 1 ponto percentual tinha sido em dezembro de 2002. Na ocasião, a taxa tinha passado de 22% para 25% ao ano, com alta de 3 pontos. É, portanto, o maior nível dos juros básicos da economia do governo Bolsonaro. Quando o presidente chegou ao poder, a taxa Selic estava em 6,50%.

  • Com o último movimento de aperto monetário, o Brasil voltou a ter a maior taxa de juros real (descontada a inflação) do mundo, considerando as 40 economias mais relevantes. Cálculos do site MoneYou e da Infinity Asset Management indicam que o juro real brasileiro está agora em +5,96% ao ano. Na segunda e terceira posições, aparecem a Rússia (4,77%) e a Turquia (3,46%). A média dos 40 países considerados é de -0,96%.

  • O aumento na próxima reunião do Copom, em dezembro, pode ser ainda maior: “O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária.”

  • Diz o Copom: “A reação de BCs à inflação deve levar a um cenário mais desafiador para emergentes. Inflação ao consumidor continua elevada.”

  • Ciclo de aperto

  • Pesou na decisão do comitê do BC, como se vê no texto do comunicado (veja a integra abaixo), a alta da inflação. Mas não só a alta dos preços: uma semana após o governo realizar uma manobra para furar o teto de gastos para bancar o programa Auxílio Brasil, o risco fiscal entrou no comunicado do Copom: “O fim do teto de gastos desancorou as expectativas. O Comitê avalia que recentes questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevaram o risco de desancoragem das expectativas de inflação.”


  • Com a economia indexada à morte Americana o Brasil e que paga as contas  do Capitã !!!  O comunicado explica: “O cenário básico indica ser apropriado que ciclo de aperto seja ainda mais contracionista. A decisão é compatível com convergência de inflação à meta do horizonte relevante (2022 e 2023). Em cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Medidas de inflação subjacente estão acima do intervalo compatível com a meta.”



Comments
* The email will not be published on the website.