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22 Sep
  1. "Livre mercado é incapaz de indicar o caminho do crescimento"

  2. brasileira deve crescer muito pouco no ano que vem, “qualquer coisa parecida com 1%”.

    Junto a isso, o economista prevê uma inflação “um pouco mais vigorosa”, no curto e médio prazos, em função dos choques de oferta decorrentes da desorganização da economia mundial causada pela pandemia.

    , essas duas variantes devem produzir uma situação de  em 2022, segundo ele. Em debate promovido pelo Centro de Estudos de Economia do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (I) nesta quarta-feira (22), Delfim não poupou críticas ao governo Bolsonaro. Nem tampouco ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

    “O que existe no Brasil hoje não é apenas uma desintegração da oferta produzida pela pandemia. Mas é, na verdade, uma desorganização política. O governo Bolsonaro tem sido uma tragédia. A política econômica tem deixado muito a desejar. Essa é que a verdade”, afirmou Delfim Netto.

    “Tenho impressão que o Paulo Guedes está sem combustível. O posto Ipiranga não recebeu suprimento adicional”, acrescentou.

    Por sua vez, tudo isso é a  causa pelo choque de ofertas, somada ainda à desvalorização do real e à alta dos preços administrados (energia elétrica e combustíveis, principalmente) tem agravado as desigualdades no país.

    Além disso, ela pontuou que a corrosão no poder de compra da população também compromete as perspectivas de retomada da economia.

    Planejamento

    A lógica , contudo, aposta na atuação do Banco Central (BC) para evitar o descontrole da inflação. Segundo o ex-ministro, o BC tem “autonomia suficiente” para conter a escalada dos preços a partir  da taxa básica de juros (a Selic). Juliane, porém, argumenta que o progressivo aumento da Selic, ao promover o arrefecimento da demanda, poderia se configurar como mais um complicador para a volta do crescimento.

    Para Juliane, um dos agravantes é que, nos últimos anos, foi abandonada a ideia de planejamento econômico. Predomina uma visão de curto prazo, incapaz de pensar transformações estruturais na economia.

    Como exemplo, ela destacou o papel relevante que teve o 2º Plano de Desenvolvimento Econômico, que foi comandado por Delfim durante a ditadura. Ela destacou, principalmente, o avanço da industrialização pesada nesse período, essencial para garantir o que chamou de “autodeterminação do capital”. “Crescimento” é outra palavra que, segundo a economista, também caiu em desuso nos últimos anos, mas precisa ser retomada.

    “Precisamos de investimentos, públicos e privados. Investimento privado só existe quando existe investimento público. O investimento público é instrumento para garantir o crescimento, porque atrai o investimento privado”, declarou o ex-ministro.

    “Sem planejamento, não se vai a lugar nenhum”, acrescentou. Segundo ele, o livre mercado é “incapaz” de indicar esse caminho.

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