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30 Jan
PALESTINA A VERDADE É PERSEGUIDA

A Relatora da ONU e a Palestina: quando a verdade é perseguida

Enquanto parte do mundo se distrai com crises passageiras e disputas eleitorais, a tragédia palestina segue como uma ferida aberta da história contemporânea. 

Em meio ao silêncio cúmplice de governos e à manipulação da mídia corporativa, uma das vozes mais firmes na denúncia dos crimes cometidos por Israel tem sido a da relatora especial da ONU para os territórios palestinos.

Por cumprir seu dever — 

investigar, documentar e denunciar violações de direitos humanos — ela passou a ser perseguida, atacada e desacreditada.

Sua “culpa” foi se recusar a transformar a ONU em mais um instrumento de conveniência política.

Em vez disso, apresentou relatórios baseados em fatos, testemunhos e dados que apontam para crimes sistemáticos contra a população palestina, incluindo práticas que muitos especialistas já classificam como genocídio.

Hoje, quando o mundo parece ter “se cansado” da Palestina, suas análises funcionam como um antídoto contra o esquecimento.

Ela radiografa uma realidade marcada por bloqueios, deslocamentos forçados, destruição de infraestrutura, mortes de civis e uma política permanente de punição coletiva.

Nada disso é acidental. Trata-se de um projeto sustentado por décadas de impunidade internacional.

Nesse cenário, chama atenção a hipocrisia da chamada “Junta de Paz” promovida por Donald Trump durante seu mandato.

Vendida como um plano para estabilizar o Oriente Médio, a iniciativa nunca teve como objetivo garantir justiça ou autodeterminação ao povo palestino. Pelo contrário: legitimou a ocupação, ignorou o direito internacional e consolidou o desequilíbrio de forças na região.

A chamada “paz” era, na prática, a normalização da injustiça. Um acordo feito sem os principais interessados, imposto de cima para baixo, baseado em interesses econômicos, militares e geopolíticos. Não era paz — era submissão.

Ao denunciar isso, a relatora especial expôs também o papel das grandes potências, que falam em direitos humanos apenas quando convém. Estados que impõem sanções em nome da democracia fecham os olhos para massacres quando seus aliados estão envolvidos.

Essa seletividade moral é uma das bases da crise atual do sistema internacional.Mesmo diante das pressões, ela mantém uma posição firme: a impunidade não durará para sempre. A história mostra que crimes sustentados por décadas acabam vindo à tona. 

Arquivos são abertos, tribunais se movem, narrativas oficiais ruem. O que hoje é negado amanhã pode se tornar consenso.Sua mensagem é, ao mesmo tempo, denúncia e alerta.

Denúncia de um sistema que protege opressores. Alerta para quem acredita que o esquecimento é eterno. Não é.A Palestina não é apenas um território em disputa. É um símbolo global da luta contra o colonialismo moderno, a violência institucionalizada e a manipulação política. 

E vozes como a da relatora da ONU lembram que, mesmo sob ataque, ainda existem pessoas dispostas a dizer a verdade.Num mundo cada vez mais anestesiado, isso é um ato de coragem.


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