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20 Aug

Autoritarismo: 3 pontos para reconhecer um governo autoritário


1. O que é, afinal, ser autoritário?

Ao pesquisar a palavra autoritarismo em qualquer dicionário de língua portuguesa, nos é apresentada a ideia de um comportamento relacionado a pessoas autoritárias ou de um modelo de governo que concentra o poder nas mãos de uma ou poucas pessoas, na contramão ao modelo de democracia participativa,

 o termo pode ser utilizado para retratar vários contextos diferentes, sejam eles a respeito da estrutura de um sistema político específico, de determinados comportamentos psicológicos ou então de ideologias políticas.Dentro da percepção da ciência política, o autoritarismo tem como características principais a concentração e a exclusividade do exercício do poder por parte de uma só pessoa, ou de um grupo, em detrimento de instituições representativas. Aristóteles, em sua obra “ TEM COM A POLITICA ”, define a monarquia como um dos “grandes governos” nos quais o poder é exercido por um só indivíduo. A distorção direta deste sistema, na concepção do filósofo, levaria à tirania. Considerando tal afirmação, não é difícil entender porquê se associa tanto o conceito de autoritarismo ao conceito de tirania.
Isso mostra que, juntamente com os conceitos de totalitarismo NA EPOCA DA DITADURA a noção que se tem de autoritarismo geralmente é de sistemas políticos que se contraponham ao sistema democrático.

2. Características do autoritarismo

Normalmente, o autoritarismo se alicerça em dois elementos fundamentais: a ordem e a hierarquia. Ou seja, para que haja efetiva coesão social e o estabelecimento de uma sociedade devidamente consistente, é necessário que haja ordem. E o instrumento principal para a ordenação efetiva da sociedade encontra-se em um sólido princípio de hierarquia.O filósofo Thomas Hobbes, em sua obra fundamental “Leviatã”, já abordava questões relativas a uma obediência incondicional por parte dos indivíduos para com seu soberano, permitindo que assim se pudesse garantir a ordem social e a segurança dos indivíduos que compõem a sociedade, evitando o cenário brutal e abstrato da guerra de todos contra todos. Porém, essa obediência incondicional se daria de maneira racional, segundo Hobbes. Em sua concepção mais moderna, por outro lado, o autoritarismo busca diminuir a racionalidade entre os indivíduos que compõem a sociedade, na tentativa de levá-los a um quadro de alienação e submissão cegas aos ditames do Estado.

3. Breves exemplos de governos autoritários

Não são poucos os governos autoritários presentes na história humana. Podemos citar como exemplo o governo de Robert Mugabe, que durante trinta anos (1987 – 2017) se manteve a frente do Zimbábue, governando com poderes quase que absolutos. Ou, então, o governo de Augusto Pinochet, que presidiu o Chile entre 1973 e 1990 através de uma sistemática supressão de direitos e participação política por parte da sociedade. Outros exemplos extremamente relevantes e famosos são os regimes COMO NAZI FASCITAS  europeus – traduzidos nas imagens DO GRANDE HITLER  NA Alemanha, e Mussolini, na Itália -, além do stalinismo soviético. Mais do que modelos autoritários, esses governos chegaram aos níveis do totalitarismo, que se diferencia do autoritarismo pelo seu aparato estatal capaz de controlar quase que todos os aspectos da vida dos indivíduos, através da aplicação sistemática de uma lógica de “terror” e coerção policial.

Qual ideologia você quer para viver? As últimas eleições, no Brasil e no mundo, têm demonstrado um crescimento da extrema-direita, com o nacionalismo e o autoritarismo marcando presença forte. Há quem acredite que a democracia está ameaçada; outros defendem que não é bem assim. Mas o que é preciso para que um governo ditatorial se instaure? E como se mantém no controle?

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