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21 Jun

Presidente do Conselho de Ética da Câmara se nega a analisar cassação de Lira

Pedido foi rejeitado de forma unilateral após PSOL protocolar representação; colegiado avalia cassação de Glauber Braga

  1. O presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Paulo Azi (União Brasil-BA), negou a análise de um pedido de cassação do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL),

  2. . A rejeição aconteceu nesta terça-feira (21), durante sessão do colegiado, e causou revolta na bancada psolista.O PSOL acusa Lira de quebra de decoro e abuso de poder por conta da postura do parlamentar alagoano durante uma discussão com o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) no último dia 31. 

  3. Após Glauber questionar se o presidente não teria “vergonha” de articular a privatização da Petrobras nos bastidores.O pedido foi negado de forma unilateral por Paulo Azi, que não chegou a consultar o plenário sobre a admissibilidade do caso antes de negar a análise do pedido.

  4.  Azi disse ver no caso “absoluto descabimento” no requerimento e destacou que as condutas apontadas pelo PSOL não apontariam quebra de decoro. “

  5. É um absurdo.

  6.  O presidente [do Conselho de Ética] criou um precedente gravíssimo, que é ele próprio aceitar ou não as representações, coisa que nunca aconteceu no Conselho de Ética. De qualquer maneira, a forma já é questionável porque o regimento é claro: o presidente designa relator, sorteia e o relator decide se admite ou não. Não é o presidente que decide”, argumenta a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS).Melchionna recorreu da decisão em conjunto com o deputado Júlio Delgado (PV-MG), mas os dois terminaram vencidos por um placar de 13 votos a cinco contra o recurso. “

  7. Há uma da Casa, ao mesmo tempo em que há um autoritarismo no caso da representação contra Glauber Braga”, compara a deputada. 

  8. A psolista se refere ao pedido de cassação apresentado pelo PL, partido de Lira e Bolsonaro, que colocou Braga na mira da legenda após a discussão dos dois em plenário. Esse outro pedido surgiu dois dias depois do bate-boca dos parlamentares e é alvo de uma apuração atualmente por parte da comissão para saber se houve violação de decoro.

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