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19 Oct

Força nas ruas": após greves, presidente do Equador decreta estado de exceção

Guillermo Lasso também nomeou novo ministro de Defesa antes de a O Decreto também prevê que o ministério de Economia ofereça mais verbas públicas para a área de segurança durante o período do estado de sítio. 

Além disso, o chefe de Estado que criará uma Unidade de Defesa Legal da força pública para "proteger todos os membros da Polícia e das Forças Armadas que sejam demandados por simplesmente cumprir com seu dever". 

Nesta terça-feira (19), Lasso tem agenda com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken, no Palácio de Governo para discutir novos acordos comerciais, o "fortalecimento da democracia e a segurança nacional", 

Os anúncios chegam num momento conturbado para a gestão de Lasso. Além da violência no sistema penitenciário e da mobilização de trabalhadores do campo e do setor de transporte, o mandatário também é alvo de uma comissão parlamentar que investiga sua relação com 11 empresas em paraísos fiscais. O caso foi revelado também pelo abrir .

O Executivo manteve a supensão da política de subsídios aos combustíveis, implantada pelo seu antecessor, Lenín Moreno. Agora, o combustível passa por reajustes mensais de acordo com a variação do mercado internacional. A nova política de preços aumentou os custos de toda a cadeia produtiva, gerando escassez no litoral do país. 

 caminho à intervenção das Forças Armadas

O presidente do Equador, Guillermo Lasso, decretou estado de exceção em todo o território nacional por 60 dias, ordenando que as Forças Armadas saiam às ruas. A medida foi determinada logo após o início de uma greve de agricultores e trabalhadores do transporte pelo aumento dos preços do combustível.

Lasso alega "insegurança" e o combate ao narcotráfico como justificativas para estado de sítio. 

O novo Plano de Segurança Nacional anunciado na segunda-feira (18) será coordenado pelo novo ministro da Defesa, general Luis Hernández Peñaherrera, empossado também na noite de segunda.

"Nossas Forças Armadas e Forças Especiais se sentirão com força nas ruas, porque estamos decretando estado de exceção em todo o país, especialmente onde os indicadores de violência justifiquem. Serão realizados controles de armas, inspeções, patrulhas 24h por dia", declarou Lasso em cadeia nacional de televisão.

No dia 30 de setembro, o o presidente já havia decretado Estado de sitio  em todas as penitenciárias do país como resposta à maior chacina carcerária da história, que terminou com 116 mortos na Penitenciária do Litoral, em Guayaquil.

Entre 2020 e 2021, , um total de 1.213 homicídios nos primeiros oito meses do ano. Os estados mais violentos são da costa do pacífico, começando por Guayas, Manabí, El Oro e Los Ríos.


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