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12 Dec
  1. A questão não é recente, pois é fruto de um processo de modernização implementado nas décadas de 1960 e 70, durante o regime militar, quando se apostava no crescimento da produtividade sem que houvesse uma reflexão em termos de democratização da terra.

    E, apesar de alguns avanços, como o estabelecimento do direito à União de desapropriar terrar particulares para fins de reforma agrária, inscrito na Constituição de 1988, os últimos anos foram marcado por um retrocesso. 

    “Houve iniciativas muito importantes, como a criação de assentamentos rurais nos programas de reforma agrária de algum um tempo atrás. Mas no período recente essas iniciativas diminuíram tremendamente”, aponta o economista. “Eu acho que essa é uma dívida importante que o Brasil tem com esses ” . 

    “Há um nível de desigualdade que não toca apenas no problema da estrutura fundiárias, mas também numa questão de raça e gênero”, explica. Baseado em dados coletados nos últimos anos, Estudos  ressalta que atualmente no Brasil há uma concentração de homens brancos à frente dos latifúndios, enquanto negros, pardos, e poucas mulheres estão principalmente nas pequenas propriedades. “Este modelo extremamente concentrado não favorece um desenvolvimento mais democrático, nem mesmo sustentável”. 

    Investimentos internacionais 

     “O Brasil, historicamente, é um país com uma das maiores concentrações de terra no globo”, detalha o economista. E é também “o 5° país com maior procura por terras ao redor do planeta”, frisa o pesquisador, lembrando que essas áreas são buscadas principalmente para a produção de commodities. 

    Porém, se antes apenas , agora investidores vindos de todos os horizontes se interessam pelas terras brasileiras. Uma das pesquisas atual  aponta a presença de fundos de pensão norte-americanos entre os investidores na agricultura brasileira.

  2. “O interessante dessa nova ‘corrida por terras’ é que ela mobilizou atores, como George Soros, por exemplo, que não é um especialista na questão agrícola, ou ainda fundos, como o Google, que buscam na terra um ativo de valorização financeira”, resume o economista.
    “Os dados oficiais no Brasil indicam algo ao redor de 3 milhões de hectares de terra estão sob o controle de estrangeiros. Eu acho esse dado subdimensionado.

  3.  A minha estimativa, com base em pesquisas que estamos realizando, é que essa cifra é três vezes maior, ou mais.

  4.  Pois em vários casos a propriedade dessas áreas não está no nome da holding financeira internacional, mas sim de uma empresa ‘nacional’, até quando isso vai continuar

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