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31 Oct

Eduardo Cunha quer ser candidato a deputado federal por São Paulo

Ex-parlamentar precisa antes reverter decisão judicial que suspendeu seus direitos políticos até 2027


  1. Ele falou sobre o assunto na noite  ao realizar uma noite de autógrafos do livro "Tchau, querida", no qual retrata os bastidores do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

  2. Na época, ele era presidente da Câmara dos Deputados, portanto, foi o responsável por liberar a instauração do processo no Congresso. Depois disso, teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, acusado de mentir sobre a existência de contas no exterior.

    Cinco anos depois, com poucas pessoas na noite de autógrafos, que não tinha a intenção de transformar o momento em um evento. "É mais basicamente para me colocar". (...) "Como eu pretendo ser candidato, fazer em São Paulo tem o simbolismo de eu estar presente", explicou ao jornal. Ele deve ainda realizar outra sessão no Rio de Janeiro, além de planejar o lançamento de um segundo livro, o "Querida, voltei" sobre seu retorno à cena política.

  3. Cunha, que perdeu os direitos políticos até janeiro de 2027 devido à cassação na Câmara, faz ofensiva para reverter a sua situação jurídica e afirma que pretende se lançar candidato a deputado federal por São Paulo no ano que vem. Sua filha, Danielle Cunha, deve ser candidata ao mesmo cargo no Rio de Janeiro, reduto eleitoral do ex-deputado.Ambos autografaram na noite desta segunda (25) edições do livro "Tchau, Querida" (Matrix), no qual ele relata os bastidores do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).O evento aconteceu no teatro da Livraria Cultura da avenida Paulista, com presença de poucas pessoas e sem anúncios na porta do local.Cunha pretende lançar até o ano que vem outro livro, chamado "Querida, Voltei", relatando a sua vida desde o momento em que a Câmara autorizou o processo de impeachment até o período atual. Só não sabe se espera o resultado da eleição de 2022 para publicá-lo.Essa é a segunda noite de autógrafos do livro. A primeira foi em Brasília em junho e, em novembro, haverá outro evento no Rio de Janeiro."Não tive o intuito de transformar isso aqui em um evento. É mais basicamente para me colocar", disse o ex-deputado à reportagem. "Como eu pretendo ser candidato, fazer em São Paulo tem o simbolismo de eu estar presente."Ele afirma que não sabe por qual partido se lançaria. Sua filha, diz, não será candidata pelo MDB.Cunha foi cassado em 2016, após o impeachment de Dilma, por quebra de decoro parlamentar.

  4. Pivô da queda de Dilma e atualmente defensor de Bolsonaro, Cunha diz não ver motivo para o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), dar sequência a pedidos de impeachment do presidente."Eu não poria [em votação] os pedidos que têm lá, porque eu não vi nenhum deles que caracterizasse um crime de responsabilidade do presidente", disse ele, acrescentando que só aceitou o pedido contra Dilma quando entendeu que ela praticou um crime em seu segundo mandato."Ela mandou um projeto de lei ao Congresso Nacional para mudar a meta fiscal, só que emitiu decretos para gastar sem que essa meta tivesse sido votada pelo Congresso. Aí, ela praticou um crime. Foi só aí que aceitei", afirmou.Questionado a respeito do que foi investigado na CPI da Covid sobre o presidente, Cunha afirmou que são apenas "situações de opinião, de comportamento e do que o presidente pensa"."Se houve problema no ministério tal, há forma de punição previsível, que será feita se houver algum ilícito que for apontado e comprovado. Não tem um ato do presidente da República. Qual o ato que o presidente praticou no âmbito da CPI que possa ser considerado crime de responsabilidade? Sinceramente, não vi", afirmou."Vi discussão sobre a maneira de visão que ele tem da pandemia, que você ou eu podemos discordar, mas aquilo não caracteriza crime. Eu acho que a situação do Bolsonaro com relação à pandemia vai ser julgada pela população nas urnas."Para ele, não houve negligência do presidente na compra de vacinas. "O que me faz ter convicção de que não houve negligência foi o fato de o Brasil ter entrado no estudo da Astrazeneca na frente de todo mundo. Ali já se estava buscando uma vacina muito antes de a [vacina da] Pfizer estar em condições de ser ofertada. Se [Bolsonaro] não tivesse feito nada, talvez tivessem razão. Mas ele tinha feito", afirmou.Cunha obteve uma recente vitória no Supremo Tribunal Federal. Em setembro, a corte decidiu enviar à Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro ação penal em que ele foi condenado por Sergio Moro por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.Caberá ao juiz que receber o caso avaliar se terão validade ou devem ser anuladas decisões de Moro e as provas produzidas durante a tramitação do processo, incluindo a sentença condenatória.O ex-deputado, porém, tem outras duas condenações criminais em primeira instância, por corrupção e lavagem de dinheiro --uma no Distrito Federal e outra em Curitiba, esta última sentenciada pelo sucessor de Moro, o juiz Luiz Antônio Bonat. Sua defesa recorre das decisões.Cunha havia sido preso preventivamente em 2016 e obteve liberdade no primeiro semestre desse ano, antes de iniciar a divulgação do livro. Passou a ser um assíduo crítico dos métodos da Lava Jato.Moro irá se filiar ao Podemos em novembro, o que abre caminho para que possa se tornar candidato a presidente na eleição do ano que vem.so no Brasil meu pai ,,,

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