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11 Mar
11Mar

EUA e G7 ampliam isolamento da Rússia no mercado internacional, no 16º dia da guerra na Ucrânia


  1. Potências econômicas reforçam sanções a Moscou. ONU rejeita acusações russas de armas químicas na Ucrânia. UE planeja dobrar ajuda militar ao país invadido. Mais de 4,5 milhões de ucranianos deslocados.O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e seus aliados do G7 anunciaram nesta sexta-feira (11/03) novas e pesadas restrições às relações comerciais com a Rússia, no no 16º dia da guerra na Ucrânia.

  2. O líder americano prometeu isolar ainda mais o país do comércio internacional. Novas sanções incluem a proibição de importações de produtos como vodca, diamantes e frutos do mar.Biden disse que o objetivo é fazer com que o presidente russo, Vladimir Putin, pague um alto preço por sua invasão à Ucrânia. “Putin é o agressor, e Putin pagará o preço por isso” disse Biden, horas após conversar por telefone com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.Os EUA e os demais países do G7 propuseram a revogação do status da Rússia de “nação mais favorecida” no comércio internacional, o que permitiria o aumento de tarifas e cotas sobre produtos russos. No caso dos EUA, a medida precisará ser aprovada pelo Congresso, sendo que grupos de parlamentares americanos já começaram a agir nesse sentido.“Permanecemos decididos a avançar o isolamento da Rússia de nossas economias e do sistema financeiro internacional”, afirmou o G7 em declaração conjunta.

Deutsche Bank anuncia fim de seus negócios na RússiaO Deutsche Bank, o maior banco da Alemanha, se juntou a outras instituições financeiras ocidentais e anunciou a eliminação escalonada de suas atividades na Rússia. 

O banco alemão vinha sendo criticado por não adotar medidas para contribuir com o isolamento russo no mercado financeiro internacional, após a invasão à Ucrânia.Em comunicado, o Deutsche  

Bank informou que deu início a um “processo de diminuição de nossos negócios na Rússia”, e assegurou que não haverá novos investimentos no país.“Como já afirmamos repetidas vezes, condenamos a invasão russa da Ucrânia nos termos mais fortes possíveis e apoiamos o governo alemão e seus aliados na defesa da democracia e liberdade”, afirma a nota.“

O Deutsche Bank vem redizindo substancialmente sua presença na Rússia desde 2014. Assim como alguns de nossos pares, e em linha com nossas obrigações legais e regulatórias, estamos no processo de diminuição de nossos negócios restantes na Rússia, enquanto ajudamos nossos clientes multinacionais não-russos a reduzirem suas operações.”Segundo a agência Reuters, o banco alemão emprega 1,5 mil especialistas em um centro de tecnologia na Rússia, e realizou empréstimos no país no valor de 1,4 bilhão de euros.Os bancos americanos Goldman Sachs e JPMorgan Chase estão entre as instituições financeiras que declararam o fim de suas atividades na Rússia.Tropas russas se reagrupam em torno de KievImagens de satélite e inúmeros relatos sugerem que tropas russas estariam se reagrupando em torno de Kiev para um possível ataque à capital ucraniana.Há dias, uma numerosa força de ataque russa permaneceu estagnada em estradas ao norte de Kiev, o que, segundo analistas, seria um sinal do fracasso do plano de inicial de um avanço rápido sobre a capital 

.Contudo, imagens de satélite registradas nesta sexta-feira mostram uma aproximação das tropas russas a Kiev, além de bombardeios em áreas residenciais no entorno da cidade.

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