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21 Nov
21Nov

Fitch: crescimento e custo de financiamento pesam nas perspectivas de 2023


  1. As condições globais de crédito se deteriorarão em 2023, com a previsão de recessões nos Estados Unidos e na zona do euro, e os custos de financiamento do governo aumentarão em meio a taxas de juros mais altas e inflação elevada, de acordo com a Fitch.

  2.  Em relatório, a agência aponta que o crescimento mundial não será significativamente impulsionado pela China, onde as perspectivas permanecem limitadas pelas incertezas em torno da abordagem do governo em relação à covid-19 e pelas tensões contínuas no setor imobiliário.

  3. As perspectivas de classificação de rating estão próximas de serem equilibradas, mas isso ocorre depois de 2022 ser o segundo pior ano para rebaixamentos de mercados emergentes, aponta a Fitch. 

  4. As médias dos ratings soberanos globais e de mercados emergentes atingiram novos mínimos, marginalmente abaixo de “BBB-” e acima de “BB-“, respectivamente, indica.

  5. A avaliação da Fitch sobre a deterioração das perspectivas do setor dos soberanos é consistente com os riscos contínuos em relação às finanças públicas.

  6.  Os benefícios fiscais de uma inflação mais alta ficaram evidentes em 2022, com desempenho superior de receita para muitos países e índices dívida pública/PIB abaixo do esperado, aponta.

  7.  “Não está claro se os ganhos de receita continuarão no próximo ano, mas os saldos gerais serão afetados por respostas fiscais ativas destinadas a proteger famílias e empresas de preços mais altos de energia e alimentos. Os custos fiscais de taxas de juros mais altas serão cada vez mais evidentes”, alerta

  8. .Os riscos geopolíticos permanecem elevados. 

  9. Ainda não há um caminho claro para a reconciliação da Rússia e da Ucrânia e, da mesma forma, para as relações China-EUA. 

  10. As cadeias de abastecimento de bens comercializados transmitem efetivamente os riscos e as consequências desses conflitos globalmente, estendendo seu alcance muito além dos principais envolvidos e dos países vizinhos, aponta o relatório.

  11. O estresse do crédito nos emergentes normalmente aumenta quando o dólar americano se valoriza, lembra. 

  12. O foco de 2023 nesse sentido será em mercados menores e de fronteira, onde as necessidades de financiamento externo são maiores em relação às reservas cambiais e os mercados de crédito domésticos são menos desenvolvidos.

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