whatsapp
31 Jan
31Jan
  1. Sabe-se que o Fórum Econômico Mundial de Davos permite descobrir quais são as preocupações das grandes fortunas e potências, embora de vez em quando haja convidados que queiram apresentar outra natureza.
  2.  Não surpreende, portanto, que diante da crise multilateral do sistema, seu foco de atenção seja como salvar o capitalismo e ajustar as condições de exploração do ser humano e da natureza como um todo.

    Há dois anos, instalaram o discurso de que os maiores problemas surgiram com a pandemia de covid-19, e começaram a preparar o “Grande Reset”, nome tecnológico que se referia à oportunidade que encontraram, ou pensaram encontrar, de ajustar e reiniciar o sistema capitalista em seu conjunto. Em todas as medidas propostas, considerou-se que era necessário atuar em conjunto, com propósitos que iam além dos interesses das transnacionais e do imperialismo. Desse anseio, claro, só podem ser cumpridos alguns objetivos específicos, em um mar crescente de ondas de disputa daqueles que tomariam o poder no mundo.

    Em contrapartida ao Fórum de Davos, costumava ser apresentado o Fórum Social Mundial, que em 2021 comemorou 20 anos de existência, mas não como uma organização com um claro norte ideológico. A hegemonia das posições social-democratas e reformistas, que se mostram presas da crítica aos efeitos do capitalismo, sem propor uma saída do sistema que vá além do discurso, enfraqueceu essa instância e sua própria estrutura está em xeque.

    Diante dessas realidades, a impossibilidade do Grande Reset não veio de forças que se opunham a ele, mas sim daquelas que promovem as lutas sub imperialistas, que se acentuam e até mostram músculos bélicos em territórios alheios. Quando estas entram em acordo, é mais uma demagogia em escala global, como as novidades nos discursos e acordos em torno das mudanças climáticas, enquanto se acentua a exploração de novas fontes de combustíveis fósseis.

    Mas isso não significa que o uso prioritário do receituário neoliberal – embora, às vezes, em combinação com certas medidas keynesianas obrigatórias, como títulos de ajuda diante dos efeitos sociais da covid-19 – fará com que a concorrência global seja reduzida ou controlada, e que surja uma redefinição que considere interesses da maioria da população.

    Perigos globais

    Em janeiro deste ano, o Fórum de Davos foi realizado em sessões virtuais, para adiar sua reunião presencial por seis meses, devido à pandemia. No entanto, o que é dito lá é inquestionavelmente importante.

    A expressão principal é a 17ª edição do “Reporte Global de Riscos 2022”. O documento informa que as situações mais